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A Seduc. O Contrato de R$ 400 Milhões. A RC Nutry. A Sólida Nutrição. A Cantiga da Vitória

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Duas empresas, a RC Nutry e Sólida Nutrição tratam como certa a vitória em um contrato que pode ultrapassar R$ 400 milhões para terceirizar a alimentação de estudantes da rede pública do Pará. Antes mesmo de o edital ser publicado, as duas empresas, de fora do Pará já falam como se fossem as vencedoras da licitação que pretende terceirizar o fornecimento e o preparo de toda a alimentação escolar da rede estadual. O que se diz a “boca miúda” é que Martinho Carmona está por trás, pela frente e pelos lados das duas empresas.

O contrato, segundo estimativas internas, pode movimentar mais de R$ 400 milhões de reais. A informação circula entre servidores e fornecedores que acompanham a preparação do novo processo licitatório. O modelo em estudo prevê transferir para empresas privadas toda a operação da merenda escolar — da compra dos alimentos ao preparo das refeições nas escolas. Fontes ouvidas pela reportagem relatam que representantes das duas empresas já comentam, em conversas reservadas, que o resultado do processo seria praticamente certo.

“Eles falam como se a licitação já tivesse dono”, disse uma fonte ligada ao setor de alimentação coletiva, que pediu anonimato por temer retaliações.

A merenda escolar movimenta valores expressivos e tem impacto direto na economia regional. Programas públicos de alimentação incentivam a compra de produtos da agricultura familiar, fortalecendo produtores locais. A possibilidade de centralizar todo o fornecimento em grandes empresas de fora do estado preocupa fornecedores regionais e agricultores que hoje participam do sistema.

“Quando contratos dessa magnitude são concentrados em poucas empresas, o risco é excluir pequenos produtores do processo”, disse um fornecedor que acompanha o tema.

Especialistas em compras públicas ouvidos pela reportagem afirmam que declarações antecipando vencedores de licitações podem gerar questionamentos sobre a transparência do processo.

Licitações desse porte devem seguir regras rígidas de concorrência e publicidade, garantindo igualdade de condições entre todas as empresas interessadas. Caso surjam indícios de direcionamento ou combinação prévia, o processo pode ser alvo de fiscalização por órgãos de controle como Tribunais de Contas e Ministério Público. Por enquanto, o processo sequer começou oficialmente — mas, segundo relatos que ecoam nos corredores do poder, há quem já comemore a vitória antes mesmo da primeira proposta ser apresentada.

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Jornalista responsável: Evandro Corrêa- DRT 1976