O concurso da SEFA/PA virou alvo de uma contestação organizada por candidatos. E os pontos levantados acendem um alerta importante para quem acompanha o certame. O principal questionamento envolve a cláusula de barreira. O edital exige mínimo de 40% em 7 disciplinas com apenas 5 questões cada. Na prática, isso obriga o candidato a acertar pelo menos 2 por matéria, o que teria provocado uma eliminação muito acima do esperado, especialmente na área meio. A contratação da banca custou quase R$ 10 milhões de reais.
Outro ponto forte do dossiê é a diferença no nível das provas. Há relatos de que cargos mais complexos tiveram questões mais acessíveis, enquanto funções da área meio enfrentaram cobranças mais técnicas, incluindo conteúdos como SQL e Excel, além de possível inconsistência na distribuição das questões. Também há críticas sobre cobrança além do previsto no edital. Em disciplinas como direito tributário e legislação, candidatos apontam uso excessivo de jurisprudência e tratamento diferente entre cargos, levantando discussão sobre isonomia.
A aplicação das cotas também entrou na discussão. Com poucos aprovados, surgem dúvidas sobre como garantir os percentuais legais previstos. E talvez o ponto mais sensível: há estimativas indicando número de aprovados muito abaixo das vagas ofertadas. De acordo com sites especializados em rankings, menos de 30 aprovados de 342 vagas. Por fim, o dossiê ainda cita a existência de contratações temporárias em paralelo, mesmo com cargos vagos, o que reforça o debate sobre a efetividade do certame.