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Denúncia

A Sefa. O Posto do Itinga. O Bia. O Carlos Medeiros. O Jorge Santos. A KCM. O Contrato de R$ 10 Milhões. As Extorsões. A Corrupção. Os Servidores e a Denúncia no MP

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A situação na CECOMT-ITINGA chegou a níveis alarmantes. Ela é o maior Posto Fiscal de Fronteira da SEFA no Pará. Um movimento maior que um bilhão de reais por ano. Os servidores fazendários, motoristas e contribuintes não aguentando mais os acharques, resolveram denunciar ao Ministério Público do Pará as extorsões, corrupção ativa e passiva, desvios e usurpações de funções públicas.

Os atores principais apontados nas denúncias são: um funcionário de uma empresa terceirizada, um motorista da SEFA e um técnico da SEFA. O trio coordena e operacionaliza todo o esquema de entrada e saída de mercadorias no estado nas guaritas do Posto Fiscal do Itinga. O pano de fundo da história envolve um contrato de mais de R$ 10 milhões firmado entre a Sefa e a KCM Serviços Especializados Eireli.

Os acusados são Francisco Marcos Gonçalves, conhecido como Bia, funcionário da empresa terceirizada KCM Serviços, Carlos Roberto dos Santos Medeiros, motorista da SEFA, e Jorge Santos da Costa, técnico da SEFA. Estripulias do arco-da-velha, como dizia o finado Gerson Peres. Os denunciados teriam o apoio de dois fiscais de receitas: Rafael Guersoni Brasil (coordenador fazendário da CECOMT – ITINGA) e Daniel Gentil Cal (sub coordenador fazendário do Itinga).

“Quem fica na linha de frente das extorsões é o funcionário da empresa terceirizada Marcos Bia, colocado estrategicamente nessa posição, caso aconteça algo, denuncia, prisão e etc… Ele é o famoso boi de piranha.” Diz a denúncia enviada a O Antagônico.

Os servidores fiscais denunciam que o absurdo é tamanho ao ponto do motorista Carlos Medeiros ser lotado em Marabá e trabalhar clandestinamente no Itinga, com a conveniência da Coordenação Geral do Controle de Trânsito de Mercadorias em Belém e da Diretoria de Fiscalização- DFI. Diga-se de passagem que o motorista Carlos Medeiros, há anos atrás, já enfrentou sérios problemas em Bragança, onde foi acusado de se passar por fiscal da SEFA para extorquir os comerciantes locais.

O que se diz é que os três acusados trabalham ativamente em total irregularidade como fiscais nas guaritas de entrada e saída do Posto Fiscal do Itinga, em nítido desvio de função. Trocando em miúdos, usurpação de função pública. Em respeito ao contraditório, O Antagônico deixa aberto o espaço para, caso queiram, os citados se manifestem sobre as denúncias.  

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Jornalista responsável: Evandro Corrêa- DRT 1976