Ainda vai render, e muito, os desdobramentos da Operação “Fim de Jogo”, deflagrada pelo MP do Pará através do Gaeco, que deu cumprimento a medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário no âmbito de investigação que apura a prática dos crimes de associação criminosa, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro na cidade de Abaetetuba e em municípios da região do Baixo Tocantins.
As investigações apontaram que os denunciados atuavam na exploração do jogo do bicho, atividade que teria movimentado valores superiores a R$ 40 milhões, incompatíveis com as rendas formalmente declaradas pelos investigados. Segundo os elementos reunidos durante a apuração, os recursos oriundos da atividade ilícita foram ocultados e dissimulados por meio da utilização de empresas e pessoas jurídicas ligadas a diversos ramos de atividade econômica, incluindo postos de venda de combustíveis, empresas de prestação de serviços e outros empreendimentos comerciais.
No curso da investigação, o poder judiciário deferiu diversas medidas cautelares patrimoniais e restritivas, dentre elas: sequestro de seis imóveis localizados nos municípios de Belém e Abaetetuba; Sequestro de oito veículos, entre caminhões, caminhonetes e motocicletas; Bloqueio de ativos financeiros dos denunciados até o montante de R$ 43.906.417,22; Indisponibilidade das quotas sociais de sete pessoas jurídicas vinculadas aos investigados; Proibição de constituição de novas empresas pelos denunciados; Interdição de quatro imóveis utilizados para atividades relacionadas à exploração do jogo do bicho e outros jogos de azar nos municípios de Abaetetuba, Moju, Cametá e Acará.