Depois da denúncia publicada na semana passada em O Antagônico, a prefeitura de Ananindeua exonerou Hilda Oliveira Araújo Leal do cargo de assessora especial. A portaria de exoneração, assinada pelo secretário municipal de administração Arlindo Penha da Silva, foi publicada na imprensa oficial da prefeitura de Ananindeua nesta segunda-feira, 06. A servidora estava lotada, ao mesmo tempo, na Secretaria de Educação do Pará e na prefeitura de Ananindeua.
Hilda, que recebe salário de R$ 4 mil reais na Seduc, está afastada no cargo há mais de 2 anos para tratamento de saúde. A doença, no entanto, não impediu que a mesma fosse nomeada no cargo de assessora especial na prefeitura de Ananindeua, recebendo um salário base de R$ 3.154 reais. Conforme certidão de antecedentes criminais, Hilda responde a um processo criminal, em tramitação na 1ª Vara Criminal de Castanhal e outro na 4ª Vara Criminal de Ananindeua. A servidora também tem contra sí um processo de violência doméstica (Lei Maria da Penha), onde a vítima é sua própria mãe.
Atropelamento – No dia 20 de agosto de 2025, a senhora Sandra Souza Oliveira compareceu à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher – Deam- Ananindeua, para registrar que foi vítima de tentativa de atropelamento de um carro dirigido pela sua própria filha, Hilda Oliveira Araújo Leal. No Boletim de Ocorrência a mãe narrou que a filha tentou atropelá-la por conta de desavenças pela propriedade de um veículo. Para a autoridade policial, a mãe disse que a filha se dirigiu a ela com os seguintes textuais:
“Te prepara. Vais ver o que vai acontecer contigo a partir de amanhã. Vai procurar o que fazer, sua vagabunda, sua velha”.
Diante da situação, o juiz Adelino Arrais Gomes da Silva concedeu medidas protetivas à mãe da servidora, proibindo que a mesma se aproxime de sua genitora, de seus familiares e de eventuais testemunhas. Os processos contra Hilda Oliveira seguem tramitando na justiça.