Estudantes da Universidade Federal do Amapá (Unifap), no campus Marco Zero, em Macapá, relataram uma sequência de maus-tratos e mortes de animais comunitários. As agressões, mais frequentes nos períodos de recesso acadêmico, incluem envenenamento, uso de cola de sapateiro na pelagem e a decapitação de uma gata. As denúncias partem de voluntários do Projeto Mi-au, grupo que atua de forma independente na proteção dos cães e gatos que vivem na universidade. O estudante de Ciências Biológicas e voluntário do projeto Wevertom Lorran relatou a gravidade dos episódios recentes e apontou que os crimes se intensificam quando a circulação no campus diminui. “Esses casos já vêm acontecendo há bastante tempo, já tem mais de um ano. São casos de maus-tratos e também de desaparecimentos de bichinhos. Recentemente, teve o caso da gatinha que teve cola de sapateiro espalhada pela pelagem e agora essa decapitação. São casos recorrentes apenas no período de recesso, quando não há fluxo de pessoas”, afirmou Lorran.
Segundo os alunos, os relatos de violência se concentram nos blocos de Ciências Biológicas, Ambientais e Física, onde há maior presença dos animais. Na última semana, a cabeça de uma gata desaparecida foi encontrada próxima aos blocos por uma funcionária da limpeza. Em outro ponto, debaixo das arquibancadas do ginásio, um felino foi encontrado morto com a mandíbula quebrada e sinais de espancamento. Episódios de envenenamento também assustam a comunidade universitária. Um dos casos envolveu um cão comunitário conhecido como “Marginal”, que morreu em frente ao prédio da Pró-Reitoria de Extensão e Ações Comunitárias (Proeac). Em caso anterior, laudo pericial já havia confirmado a morte por envenenamento do cão “Leão”.