O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, por unanimidade, nesta quinta-feira (6), pela demissão do promotor João Paulo Furlan dos quadros do Ministério Público do Amapá (MP-AP). A medida foi tomada após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado para apurar infrações cometidas pelo servidor.
Furlan já estava afastado das funções desde o início do ano, quando passou a ser investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção eleitoral. Ele é irmão do ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan e foi acusado de participar da compra de votos por meio da distribuição de cestas básicas, combustível e transporte irregular de eleitores.
Com a decisão, o CNMP aplicou a pena máxima prevista no processo administrativo, determinando o desligamento definitivo de João Paulo Furlan do cargo de promotor. A medida encerra o caso na esfera administrativa e confirma sua saída do Ministério Público do Amapá. O promotor se manifestou sobre a decisão e disse que vai recorrer em todas as instâncias. Ele afirmou que o processo não deveria ter chegado a julgamento e que a decisão administrativa não é definitiva.