O desentendimento que resultou na morte do jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros começou porque a dona do imóvel, a odontóloga Renata de Almeida Pedreira e Sousa, queria que ele desocupasse o apartamento, afirma a polícia. Além de ser a principal suspeita do homicídio e de ter ferido a própria namorada, Renata também é investigada por matar e fazer desaparecer o cachorro do jornalista. O animal, chamado Hércules, está desaparecido, e a cunhada de Delson, Claudimar Oliveira, declarou que ele também foi morto após o homicídio do dono. Até agora, a família não sabe o paradeiro do corpo do cãozinho. Claudimar cobrou esclarecimentos sobre o ocorrido.
“Apurar também a morte do animalzinho. O corpo ainda não deu entrada onde deveria. Isso aumenta a pena dela, sim. Porque ela matou dois seres muito amados”, disse a irmã de Warley Oliveira, marido de Delson.
O corpo do jornalista foi velado e enterrado nesta terça-feira (28) em Goiânia, em meio à comoção de familiares, amigos e colegas de profissão. Delson Carlos mantinha uma coluna social no jornal Diário de Aparecida há vários anos. A polícia investiga as circunstâncias da morte, ocorrida na sexta-feira (24), no apartamento onde Delson morava, no Setor Bueno, em Goiânia. O que se sabe até agora é que, após uma tarde em que consumiram bebidas alcoólicas, houve uma discussão relacionada à desocupação do imóvel, que pertence a Renata.
Os detalhes que desencadearam a briga ainda não estão claros. Segundo familiares, o apartamento estava emprestado a Delson e a Warley, que havia saído pouco antes da confusão. Renata atacou o colunista com uma faca que, provavelmente, já estava com ela ao chegar ao residencial, onde bebeu com o casal e a namorada, Márcia Maria Carolli. A suspeita feriu também Márcia, que teria tentado intervir. As duas vítimas conseguiram correr do 7º andar, onde fica o apartamento, até o 5º andar. Delson caiu sem vida, e Márcia foi socorrida por outros moradores. A versão de Márcia foi confirmada pelo delegado Vinicius Teles, responsável pela investigação:
“Ela fala que a Renata, inclusive, correu atrás no andar, mas eles desceram. E a Renata voltou e se trancou (no apartamento). Eles desceram juntos até o 5º andar, que foi quando a vítima desfaleceu já sem vida.”
Defesa aguarda início do processo criminal
A Defensoria Pública do Estado (DPE), que representa Renata desde a audiência de custódia, aguarda o início do processo criminal, quando “será oportunizado prazo para a acusada constituir sua defesa, que poderá ser realizada pela Defensoria Pública ou por um profissional particular”.