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O Avião e Piloto Desaparecidos. O Colombiano Executado a Tiros em Belém. A CPI do INSS. A Investigação e o Mistério

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O dono de um avião que desapareceu no Pará em março deste ano foi assassinado a tiros na madrugada deste sábado, 16, no centro de Belém. Estamos falando, caros leitores, do colombiano Ivan Adel Goias de Los Rios, dono da empresa Metta Transportes. Ele foi executado na rua Oliveira Belo, esquina com a Alcindo Cacela, no bairro Umarizal, no coração da capital paraense. A vítima estava em um veículo Hyundai creta, de cor cinza, quando foi surpreendida por criminosos armados que ocupavam dois veículos pretos, sendo um chevrolet Trackter e um Gol.

A morte do colombiano representa mais um mistério que envolve o desaparecimento do avião, e do piloto, João Vitor de Lima Franco, de 25 anos, que desapareceu há mais de 25 dias após viajar de Araraquara, em São Paulo, para buscar uma oportunidade de emprego em Belém. João embarcou no Aeroporto de Ribeirão Preto (SP), no dia 10 de março, com destino à Belém. Na capital paraense, ele, juntamente com o mecânico de aeronaves Daniel Sobrinho Pires Filho, e o amazonense de pré-nome Marcio Clay, alugaram um apartamento no bairro da Pedreira em Belém. O contrato foi firmado em nome de Daniel, sendo que as despesas correram por conta do colombiano Ivan Adel Goias de Los Rios, dono da empresa Metta Transportes. Adel chegou a prestar depoimento na Divisão de Homicídios da polícia civil do Pará

Ainda de acordo com o que foi levantado por O Antagônico, ficou acertado que João Vitor e Marcio Clay levariam um avião, modelo Baron, de Belém até Itaituba, no oeste paraense. O mecânico Daniel Sobrinho, que é natural de Goiânia, teria revisado a aeronave em Belém e retornado para a capital goiana. Um plano de voo foi feito de Belém até a fazenda Sol Nascente, situada na zona rural de Itaituba. Foi desta fazenda que o piloto mandou foto, de visualização única, para a mãe, no dia 14 de março. Tanto o piloto João Vitor, quanto Marcio Clay, e também o avião, estão desaparecidos desde esta data. O desaparecimento de Marcio Clay está sendo investigado pela polícia civil do Amazonas.

O proprietário da Metta, o colombiano Adel Goias de Los Rios, registrou o desaparecimento da aeronave apenas na delegacia virtual, fato que chamou a atenção da polícia paraense. Outra informação relevante atenta para o fato de que esta não é a primeira vez que o piloto João Vitor esteve no Pará. Em Belém ele teve relacionamento com uma jovem, que está grávida de 7 meses. A moça já prestou depoimento à polícia. Nesta quarta-feira,15, a PC do Pará segue colhendo depoimentos e investigando o caso. O Antagônico acompanha os trabalhos e em breve publicaremos novas informações.

CPI – O Antagônico levantou, com exclusividade, que o avião, modelo Baron, prefixo PT 00V, que também está desaparecido, é o mesmo que aparece na investigação da CPI do INSS, instaurada pelo Senado Federal em 2025. À época, em depoimento prestado à CPI, o piloto Henrique Traugott Binder Galvão disse que voou  na aeronave de 2021 a 2025, quando o avião pertencia ao deputado federal mineiro Euclides Petersen e a Vinicius Ramos, cunhado do presidente Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes. Depois, ainda em 2025, o avião foi vendido para Silas Vaz, um, beneficiário do Bolsa Família, levantando suspeitas de ser um “laranja”.

Dados da CPMI mostram que Vinícius Ramos adquiriu o avião Baron (agora desaparecido no Pará), por R$ 1 milhão, em janeiro de 2025 e revendeu a Silas Vaz por R$ 2,5 milhões em junho. Paralelamente, Euclides Peterson transferiu R$ 2,5 milhões a um instituto entre dezembro de 2022 e 2023, sugerindo possível ligação com a compra da aeronave. O Antagônico levantou junto a ANAC que o avião foi comprado em fevereiro deste ano, após o escândalo do INSS, pela empresa Metta Transportes e Construção Naval Ltda, com sede em Manaus, cujo dono foi morto na madrugada deste sábado,16, em Belém.

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Jornalista responsável: Evandro Corrêa- DRT 1976