Familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores se despediram do repórter Caíque Verli nesta sexta-feira (24), em Carangola, na Zona da Mata de Minas Gerais. O jornalista, de 33 anos, foi velado na Capela do Pleno Zelo e será sepultado no Cemitério Público Municipal da cidade onde nasceu.
Verli foi encontrado morto no apartamento onde morava sozinho, em Jardim da Penha, Vitória. O corpo estava caído no chão, perto da cama. Ele não compareceu ao trabalho na quinta-feira (23) e, por volta das 5h30, colegas tentaram contato por telefone, sem retorno. Como o repórter tinha o costume de atender quando se atrasava e a equipe já sabia de seu histórico de crises convulsivas, dois colegas foram até o apartamento e o encontraram. O Samu foi acionado, e a Polícia Civil constatou o óbito. As diligências indicam que a morte teria sido decorrente de questões de saúde.
Segundo informações da TV Gazeta, ele teria passado mal, mas não conseguiu pedir ajuda. Amigos próximos relataram que o repórter não apresentava crises convulsivas havia pelo menos seis meses. Imagens das câmeras de segurança do prédio mostram que Verli chegou sozinho ao apartamento por volta das 15h de quarta-feira (22).
Em meio à dor da despedida, o pai de Caíque, Márcio de Souza, relembrou o sonho do filho de ser jornalista, que começou ainda na infância. “Quando ele era pequeno, eu tinha que comprar jornal para ele na banca direto. Ele virava para a gente e dizia: ‘Um dia você vai me ver na televisão'”, contou. Anos depois, ao ver o filho na TV pela primeira vez, Márcio resumiu o sentimento: “Foi muito comovente. Fiquei muito satisfeito de ver ele realizar o sonho”.
Aos 17 anos, Caíque deixou a casa dos pais para estudar Jornalismo na Universidade Federal de Viçosa (UFV). Depois de formado, construiu uma trajetória de 12 anos na Rede Gazeta, onde se destacou pela cobertura jornalística e conquistou o carinho de colegas e do público.
Entre as pessoas que fizeram questão de prestar a última homenagem estava o aposentado José Geraldo, morador de Vitória. Ele acompanhava o trabalho de Caíque pela televisão e, por coincidência, estava em Carangola visitando familiares quando soube da morte. “Minha esposa me ligou e contou que ele tinha falecido. Aí descobri que ele era de Carangola e que estava sendo velado aqui. Vim prestar essa homenagem porque era um cara bacana. Vai fazer muita falta nas reportagens que fazia”, disse.