Depois de retornar à elite do futebol brasileiro depois de um hiato de 32 anos, o Clube do Remo virou motivo de chacota e piada. Isso porque desde a ascensão à Série A, o time não para de dar vexame, somando míseros 8 pontos em 11 jogos, tendo empatado 5 vezes, amargado 5 derrotas “bisonhas”, com apenas uma vitória contra o Bahia. Pelo conjunto da obra, não é nenhum exagero dizer que, no jogo contra o Bahia, não foi o Remo que jogou bem e sim a equipe de Rogério Ceni que jogou mal. E põe mal nisso. E até este fatidico jogo contra o Bragantino os 4 x 1 vinham segurando a barra de Léo Condé.
E os culpados por essa “patacoada” remista são muitos. A começar pela diretoria do clube, que não se impõe e permite que “cartolas” façam péssimas escolhas de técnicos. E a bizarrice não vem de hoje. Depois de deixar escapar das mãos Guto Ferreira (o Remo hoje estaria em situação muito melhor), a escolha de Léo Condé para comandar o elenco a muito se mostra equivocada, conseguindo ser pior do que o antecessor, o “piruliteiro” uruguaio Juan Carlos Osório, um notório “louco”, que só perde em bizarrice para o responsável por sua contratação.
Para se manter na Série A, o Remo precisa de 45 pontos, ou seja, precisa fazer, pelo menos, 23 em cada turno. Considerando as 11 partidas já jogadas o Leão já desperdiçou 25 pontos. Ora, se em 11 jogos só conseguiu 8 pontos, nos próximos 8 restantes para o fim do primeiro turno, se a equipe seguir na mesma “toada pipoqueira”, com muita sorte conseguirá fazer a mesma pontuação, chegando a 16, faltando ainda, por óbvio, mais 7 pontos para atingir os almejados 23 pontos.
E não há nada ruim que não possa piorar. Se o Remo, que hoje tem uma folha salarial faraônica, continuar jogando sem vontade, perdendo pra própria incompetência, o time corre risco de chegar já virtualmente rebaixado no fim da primeira fase do brasileirão. Alguém lembra ai da situação do Paysandu ano passado, que montou acampamento na zona de rebaixamento até o fim do campeonato. Se a diretoria não acordar desse “sono profundo” vai seguir os mesmos passos do rival.
Neste último confronto, com o Bragantino, o adversário conseguiu fazer dois gols em pouco mais de 5 minutos. Isso, por si só, já seria motivo suficiente para a demissão de qualquer técnico de série A. E se esse técnico é um “Rolando Lero” feito Léo Condé, a demissão teria que ocorrer logo após o jogo. Isso porque, com exceção da partida contra o Bahia, um acidente de percurso, o técnico só tem criado ilusões fajutas e provocado a ira da torcida, com a conversa fiada de “que o próximo jogo será melhor”.
Mas, ao que parece, a diretoria azulina vai pagar pra ver, ou seja, vai dobrar a aposta, insistindo em Condé no enfrentamento dos dois jogos decisivos da Copa do Brasil. Não por acaso, o Remo vai enfrentar o mesmo Bahia dos 4 a 1. O resultado poderá, em caso de vitória, continuar alimentando a ilusão de que Léo Condé é técnico de série A, um erro grotesco. Se for derrotado, o mais provável (diante do que a equipe vem mostrando até agora), Condé já sabe que não seguirá no comando (do contrário seria loucura), e será mais um técnico a bater às portas da justiça para cobrar por um trabalho não entregue. Isso é bem a cara do Remo!!.