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O Daniel Santos. O Hospital Santa Maria. O Lucas Portela. A GEAP. O Pagamento da Fatura. O Fantasma do Iasep e a Moeda de Troca

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A estratégia de ocupação de espaços públicos pelo grupo de Daniel Santos ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (27) com a posse de Lucas Portela de Aguiar na gerência da GEAP Pará (Grupo Executivo de Assistência ao Patronato). Lucas, que é genro do vereador Braga Pereira, chega ao cargo cercado de desconfiança por parte de observadores políticos. O receio é que a rede de influência que já é alvo de investigações por supostos repasses irregulares ao Hospital Santa Maria encontre na GEAP uma nova fonte de recursos, utilizando o parentesco e a lealdade política como critérios acima da competência técnica. A chegada de Lucas Portela ao comando da GEAP é lida nos bastidores como a consolidação de um acordo de conveniência política. Se por um lado Daniel Santos mantém um discurso de oposição ao Governo Federal em seus palanques, por outro, o grupo, via deputada federal Alessandra Haber, opera um pragmatismo silencioso em Brasília.

A moeda de troca é conhecida: o apoio parlamentar da deputada à gestão federal é recompensado com o controle de cargos estratégicos e orçamentos robustos em solo paraense. A indicação de Lucas (que substitui a expectativa inicial em torno de Brenda Xavier, também da família Braga) mantém o cofre da GEAP sob a influência direta do círculo íntimo de Daniel. O ponto central da crítica reside na possibilidade de a GEAP se tornar o “novo IASEP”. O esquema investigado pelo Ministério Público apontou que, sob a influência do grupo de Daniel, o plano de saúde dos servidores estaduais drenou cifras milionárias para o Hospital Santa Maria, de propriedade do ex-prefeito. Com um aliado direto gerindo o credenciamento e o fluxo de pagamentos da GEAP no Pará, o temor é que a rede federal de saúde seja utilizada para oxigenar o faturamento do hospital privado do grupo.

Alianças Suspeitas – A nomeação reforça um padrão de ocupação da máquina pública para o fortalecimento de um império privado de saúde. Ao garantir o genro de seu principal aliado em Ananindeua em um cargo de confiança federal, Daniel Santos demonstra que seu projeto de poder ignora barreiras éticas ou ideológicas. Para os servidores federais que dependem da GEAP, a pergunta que fica é se a prioridade da nova gestão será a qualidade do atendimento ou a manutenção do “caminho do ouro” para os negócios da família Santos.

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Jornalista responsável: Evandro Corrêa- DRT 1976