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O Funprev e os R$ 4,2 Bilhões. O Finanprev e os R$ 301 Milhões. As Aplicações Financeiras. A Diretoria sem Certificação

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Um caixa bilionário. É o que se pode dizer do Fundo Previdenciário do Pará, FUNPREV, que registrou Patrimônio Líquido em julho deste ano de R$ 4.214.328.105,77 (quatro bilhões, duzentos e quatorze milhões, trezentos e vinte oito mil, cento e cinco reais e setenta e sete centavos). E não é só isso. Outro fundo, o Finanprev registrou Patrimônio Líquido de R$ 301.205.067,35 (trezentos e um milhões, duzentos e cinco mil, sessenta e sete reais e trinta e cinco centavos). Ilton Giussep, presidente do Igeprev, que consta como indiciado na 1ª Vara Criminal de Ananindeua (Processo n.º 00143972620168140006) por falsidade ideológica, acreditem os leitores, é o gestor desses bilhões.

O preocupante é que os procedimentos internos do Igeprev para aprovação de uma aplicação não são fiscalizados, sendo que as solicitações de aplicação são enviadas para a Diretoria Executiva e, mediante aprovação da mesma, a operação é executada. E o que é mais grave: a Diretoria Executiva, que aprova as aplicações, não possui certificação para tal.

A constatação deste fato está registrada na Ata da última reunião, do Conselho Estadual de Previdência – CEP, que tratou de assuntos referentes a investimentos. O curioso é que o presidente do Igeprev, Ilton Giussep, que convocou a reunião, não participou da mesma cabendo a Franklin José Neves Contente, Diretor de Administração e Finanças do Igeprev, a condução dos trabalhos, de maneira online.

Na reunião, foram apresentados os relatórios mensais de investimentos referentes aos meses de janeiro a junho de 2022. Os questionamentos começaram com a fala da Conselheira Carolina Ormanes Massoud, representante da Procuradoria-Geral do Estado do Pará, que ressaltou que o Igeprev possui 17 contratos com gestoras para fazer a administração da carteira de investimentos, questionando se nessa meta do Núcleo Gestor de Investimentos está prevista a revisão desses contratos, visando diminuir os gastos com gestoras.

Ao final, os conselheiros deliberaram pelo agendamento de reunião extraordinária com a Diretoria Executiva do Igeprev para tratar sobre a possibilidade de contratação de uma consultoria de investimentos e auditoria de investimentos, para auxiliar nas deliberações do Colegiado. Os conselheiros decidiram ainda que o Colegiado não se manifestará acerca dos Relatórios de Investimentos referentes aos meses de janeiro a junho de 2022, uma vez que o Conselho Estadual de Previdência ainda não estava constituído, opinando por manifestar-se somente acerca dos Relatórios emitidos a partir de julho de 2022, ocasião em que houve a nomeação do Colegiado.

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Jornalista responsável: Evandro Corrêa- DRT 1976