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O Giussepp Mendes. O Exercício Ilegal da Advocacia. A Ambição e o Indiciamento Criminal

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Já dizia Sófocles: “Nenhuma mentira chega a envelhecer no tempo”. Pois bem !! Por determinação da juíza titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ananindeua, a diretora de secretaria Sarah Regina Sousa Pereira, encaminhou, no último dia 29 de setembro, ao Ministério Público do Pará, para manifestação, os autos do Inquérito Policial n.º 28/2015.000195-2, que tem como indiciado, por falsidade ideológica, tipificado como Crime contra a Fé Pública, o nacional Ilton Giussep Stival Mendes da Rocha Lopes da Silva, atual presidente do Instituto de Gestão Previdenciária do Pará, IGEPREV.

De acordo com o relatório final do IPL, assinado pelo delegado Antônio José de Sousa Lima, a investigação se iniciou a partir de uma Representação do Ministério Público, da lavra do promotor Quintino Farias da Costa Júnior. O curioso é que consta no Inquérito, cuja motivação presumida está registrada como “ambição”, que Ilton Giussepp teria declarado em audiência que foi aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, estando faltando “apenas a carteira”.

As investigações tiveram início a partir do depoimento do advogado Alexandre Carneiro Paiva. Em seu relato, Alexandre afirmou que Giussep se passava por advogado em audiências na justiça.

“Ele ajuizava ações trabalhistas apresentando cálculos milionários e fora da realidade, ameaçava pessoas e utilizava advogados já formados como meros “figurantes”, uma vez que na época o mesmo não  era formado e não tinha diploma da OAB”.

Declarou à época o depoente frisando que Giussepp, apesar de não ser advogado, instruía processos e apresentava denúncias infundadas junto ao Ministério Público.

Ouvido em depoimento nos autos, a testemunha Thiago Ferreira dos Santos, distribuidor da empresa Danone Yogurte e Derivados, declarou que foi vítima de assédio moral por parte de Giuseppe. Thiago declarou que o atual mandatário do IGEPREV se apresentava como advogado e assediava funcionários a ingressar com ações trabalhistas contra a empresa.

“No decorrer da presente apuração, comprovou-se o cometimento do delito de FALSIDADE IDEOLÓGICA, por parte do nacional ILTON GIUSSEPP STIVAL MENDES DA ROCHA LOPES DA SILVA. Isto posto, impõe – se o INDICIAMENTO do nacional ILTON GIUSSEPP STIVAL MENDES DA ROCHA LOPES DA SILVA, nas sanções do artigo 299 CAPUT, haja vista que o mesmo praticou atos EXCLUSIVOS DE ADVOGADOS FORMADOS. Para fins de interrogatório e demais formalidades inerentes ao ato de indiciamento, intime-se o indigitado para comparecer nesta seccional”.

Diz o relatório final do delegado frisando que as justificativas de Giussepp não o convenceram, pelo contrário, o comprometeu ainda mais. Segundo a conclusão da autoridade policial Giussepp seria pessoa “muita afoita”, “destemperada” e um tanto “fora do equilíbrio”.

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Jornalista responsável: Evandro Corrêa- DRT 1976