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O Remo. A Série A. Os Jogos Medíocres. O Sonho e O Pesadelo

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O tão aguardado retorno do Remo à Série A após 32 anos, tem sido mais pesadelo do que sonho até o presente momento da temporada. Com a derrota para o Cruzeiro no último sábado, o time somou a segunda derrota consecutiva e completou nove rodadas seguidas no Z-4 do Brasileirão. Em pronunciamento divulgado na noite da última segunda-feira, o presidente Tonhão reconheceu que o clube vive uma crise, mas citou que a instituição “já está acostumada” a situações como essas, e que “não jogou a toalha”, citando que a diretoria segue trabalhando para que os azulinos reajam na temporada.

– Indiscutivelmente, essas crises, esses problemas, já estamos acostumados, a gente vem passando desde a Série C, mas no final é sempre feliz. E essa esperança, essa fé que nós estamos tendo, ninguém jogou a toalha aqui, está todo mundo trabalhando dia a dia para que possamos trazer condições, para que dentro do campo, o clube corresponda à nossa expectativa e saia dessa situação que está hoje, que é na zona do rebaixamento. Quero lembrar o seguinte, o Remo veio de uma sequência de acessos, saiu da Série C para B, da B para A. Talvez, se a memória não me fale, só o Fortaleza que teve essa sequência. Isso é muito importante ser dito, porque foi um trabalho dessa diretoria em trazer o Remo para uma série de elite no futebol brasileiro, depois de 32 anos.

A 19ª colocação, com apenas oito pontos, fala por si só, e mostra como o desempenho do Leão Azul não é bom. Nos números, isso é evidenciado com apenas uma vitória e cinco empates em 13 jogos da Série A. O presidente remista chamou a atenção para a dificuldade da elite do futebol brasileiro, e reforçou que o clube trabalha para disputar “de igual para igual” com os adversários.

– Temos que lembrar também que estamos disputando entre os cinco mais difíceis campeonatos do mundo, não é do Brasil, é do mundo. O Campeonato Brasileiro é um dos cinco campeonatos mais difíceis do mundo e, em tese, estamos disputando com equipes, com as 20 maiores equipes do Brasil, com estruturas, com investimentos maiores que os nossos. Eu gosto sempre de lembrar uma coisa, em 2024, subiram Ceará, Sport, Santos e Mirassol. Em 2025, caiu Ceará, caiu Sport, o Mirassol foi aquela campanha fora da curva e o Santos beirou o rebaixamento. Então, são clubes com condições melhores que a nossa ainda, porque nós estamos trabalhando no sentido de montar uma estrutura que seja equivalente, e que nós possamos dar condições de uma disputa de igual e igual com todos os nossos adversários, principalmente da Série A.

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Jornalista responsável: Evandro Corrêa- DRT 1976