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O TJ do Amapá. Os Golpistas. As Fotos de Magistrados. O Celular e as Fraudes

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Golpistas estão usando nomes e fotos de magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), além de dados de processos reais, para aplicar fraudes por celular, internet e aplicativos de mensagens. O presidente do TJAP, desembargador Jayme Ferreira, alertou sobre os riscos e orientou a população a desconfiar de qualquer cobrança em dinheiro feita em nome da Justiça. “A grande preocupação do tribunal é dizer ao cidadão que a Justiça só entra em contato com as pessoas oficialmente. A Justiça não pede dinheiro”, afirmou Ferreira.

O desembargador explicou que o Judiciário não solicita depósitos para liberação de benefícios e reforçou que as custas processuais só podem ser pagas por boleto, Pix ou QR Code emitidos exclusivamente para a conta oficial do TJAP no Banco do Brasil. Nenhuma outra instituição financeira está autorizada a receber esses valores. Segundo o tribunal, os criminosos analisam processos públicos para identificar ações com valores a receber e levantam os dados das partes envolvidas. Em seguida, utilizam telefones clonados ou perfis falsos para contatar as vítimas e exigir um pagamento prévio via Pix, sob o pretexto de liberar o dinheiro.

“As pessoas, no afã de receber o que lhes é devido, acabam depositando esse dinheiro de forma incauta e, quando vão verificar, descobrem que caíram em um golpe”, explicou o presidente do tribunal. Para conter a ação dos estelionatários, o TJAP reforçou a segurança dos sistemas informatizados e limitou a visibilidade de documentos processuais. De acordo com o juiz auxiliar da presidência, André Gonçalves, apenas decisões e sentenças ficam abertas para consulta pública. “Divulgamos apenas as sentenças e outras decisões judiciais, preservando os documentos das partes, as petições dos advogados e dos defensores públicos”, destacou Gonçalves.

O juiz orientou que a população utilize apenas os meios oficiais para confirmar informações ou buscar atendimento. As opções incluem o atendimento presencial nos fóruns e o “Balcão Virtual”, acessível pelo site oficial do órgão: tjap.jus.br. “Esse é o nosso único canal de comunicação virtual ao vivo com a sociedade, além das linhas de WhatsApp. Na dúvida, se não estiver se sentindo seguro, venha presencialmente”, concluiu o juiz auxiliar.

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Jornalista responsável: Evandro Corrêa- DRT 1976