Uma raposa vigiando o galinheiro. Esse é o quadro da Corregedoria Geral do TJE do Pará após a nomeação da analista judiciária Eliane Cristina de Amorim Lobato para ocupar o cargo de chefe de gabinete da corregedora Elvina Gemaque Taveira. A nomeação, datada de 11 de setembro e já publicada no Diário da Justiça, passaria despercebida não fosse Elaine Cristina, não por acaso, esposa do delegado de polícia civil Carlos Daniel Fernandes de Castro, um dos investigados no escândalo Kós Miranda.
Refrescando a memória dos leitores, a corregedoria está investigando, (pelo menos é o que se espera), o possível envolvimento do juiz Jackson José Sodré Ferraz no esquema criminoso. Não é preciso ser muito inteligente para deduzir que a presença da esposa de um dos investigados em cargo estratégico na Corregedoria poderá, por óbvio, prejudicar, e muito, o andamento das investigações. É claro que, uma vez na chefia de gabinete da corregedoria, Elaine Cristina terá acesso a informações privilegiadas e certamente não as guardará consigo. É como diz o adágio popular: “quem tiver seus segredos não conte a mulher casada porque a mulher conta pro marido, e o marido, aos camaradas”.