A queda de um avião no Tocantins com destino final a Parauapebas deixou o meio político paraense em polvorosa. Dentro da aeronave, conforme apurou O Antagônico com fonte segura, havia mais de R$ 6 milhões em espécie. A polícia não teria divulgado a informação para não atrapalhar uma investigação já em curso.
O acidente envolveu um bimotor que caiu na tarde de ontem em Divinópolis do Tocantins, na região oeste do estado, e resultou na morte do piloto Diego Arantes Rezende, de 38 anos, e do empresário Ebert Rodrigues Sousa, de 45 anos. A aeronave tinha como destino a Fazenda Serra Grande, em Parauapebas (PA), e caiu próximo ao assentamento Mulher Cidadã, na zona rural do município, que fica a 130 quilômetros de Palmas.
Ebert Rodrigues Sousa morava em Goiânia e atuava em empresas do ramo de comunicação visual, além de montagem e instalação de sistemas e equipamentos de iluminação e sinalização. Diego Arantes Rezende aparece no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) como proprietário da aeronave, um bimotor Neiva EMB-810D, de prefixo PT-RSN.Segundo a TV Anhanguera, a aeronave de pequeno porte saiu de Goiânia (GO) com destino ao Pará e teria parado para abastecer em Gurupi, no sul do Tocantins, pouco antes do acidente. Informações repassadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) aos bombeiros confirmam que o destino final era a Fazenda Serra Grande. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Paraíso do Tocantins.
Acidente e buscas
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 13h10 desta quarta-feira (30), após relatos da queda. A 2ª Companhia Independente, de Paraíso do Tocantins, foi deslocada ao local e chegou à área indicada por volta das 14h40, quando as buscas foram iniciadas. A aeronave só foi localizada às 17h36. Devido às condições da aeronave e à dificuldade de acesso, os bombeiros precisaram realizar cortes em diferentes pontos da fuselagem para retirar as vítimas — trabalho de desencarceramento concluído por volta das 22h30. Os óbitos foram confirmados ainda no local, e os corpos ficaram sob os cuidados do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Militar.
Em Parauapebas, a notícia provocou reação entre gestores e ex-gestores municipais. Segundo apurado, Ebert Rodrigues Sousa mantinha diversos contratos diretos e indiretos com a Prefeitura de Parauapebas, e parceiros de negócios de Goiânia, São Paulo, Belém e São Luís já se mobilizam para avaliar os desdobramentos de sua morte sobre os contratos em andamento.