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Eleições 2026

O TRE do Pará. As Eleições de 2026. As Zonas Eleitorais. As Urnas Eletrônicas e o Envio

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O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) finalizou a distribuição das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas Eleições Gerais de 2026. A operação incluiu o transporte dos equipamentos saindo do Núcleo Gestor de Urnas Eletrônicas (NGUE), em Ananindeua, para os cartórios que compõem as Zonas Eleitorais do interior do estado, consolidando a primeira etapa de preparação do parque tecnológico para o pleito do próximo dia 4 de outubro.

Com o envio de aproximadamente 1.500 urnas por dia, a ação começou em 3 de agosto e foi concluída antes do prazo limite, estipulado para 2 de setembro. Do total de 23.259 aparelhos distribuídos, 18.533 foram destinados ao interior e 4.726 para as zonas eleitorais da Região Metropolitana de Belém (RMB). Além disso, o Regional paraense conta com 2.327 urnas de contingência, reservadas para eventuais substituições.

O armazenamento segue protocolos rígidos de segurança, controle de temperatura e testes operacionais antes da distribuição. “Após o recebimento nas Zonas Eleitorais, os equipamentos passam por novas baterias de testes. A fase final de preparação, que engloba a inserção das mídias com os dados das candidaturas e a carga oficial para o pleito, está agendada para a segunda quinzena de setembro”, explica o chefe da Seção de Urnas Eletrônicas do TRE-PA, Tiago Neves.

O quantitativo de urnas para o pleito deste ano representa um crescimento importante no parque tecnológico eleitoral do estado. Em comparação com as Eleições Municipais de 2024 (que contou com 22.910 equipamentos), houve um acréscimo de 349 urnas. Já em relação às Eleições Gerais de 2022 (quando foram usados 22.025 aparelhos), o aumento é de 1.234 urnas. O acervo de 2026 é composto por quatro modelos, que se diferenciam pelo design, ergonomia e desempenho do hardware, com avanços tecnológicos expressivos entre os anos de 2015 e 2020. No Pará, serão usados 8.343 equipamentos do padrão UE2022; 9.704 do UE2020; 4.926 do UE2015; e apenas 286 do modelo UE2013.

Difícil acesso – Para garantir o direito ao voto em comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e em outras localidades de difícil acesso, a Justiça Eleitoral mobiliza uma operação multimodal para o transporte de urnas, kits de transmissão de dados, insumos e equipes. A logística combina embarcações de diferentes portes, transporte aéreo e rotas terrestres (inclusive alternativas), de acordo com as características de cada localidade. O planejamento permite superar longas distâncias, barreiras geográficas e limitações de conectividade, assegurando a chegada dos equipamentos aos locais de votação mais isolados da Amazônia paraense.

Dos 144 municípios do estado, 69 dependem total ou parcialmente do transporte hidroviário. A estimativa do eleitorado ribeirinho apto a votar nas Eleições 2026 é de 400.536 pessoas, o que corresponde a 6,39% do total de 6.265.355 eleitores registrados no Pará. Das 1.691 seções eleitorais ribeirinhas, 622 possuem acesso exclusivamente por via fluvial. A expectativa é de que 3.299 urnas sejam transportadas por embarcações. Em todo o estado, a Justiça Eleitoral deve mobilizar 4.310 veículos contratados, entre fluviais e terrestres, destinados ao transporte de pessoas, urnas e materiais.

Plano de Emergência – Para reforçar a segurança operacional perante a volatilidade dos regimes fluviais e o risco de eventos climáticos extremos, o TRE-PA aprovou a Resolução nº 5.890/2026, que estabelece o Plano de Ação para Enfrentamento de Situações de Emergência decorrentes de calamidades e desastres ambientais (PAECAD/TRE-PA). A iniciativa prevê medidas preventivas e emergenciais para mitigar riscos logísticos no interior e nas ilhas, incluindo a ativação do Gabinete de Crise Ambiental. Com o objetivo de assegurar o exercício do voto, a norma regulamenta um protocolo simplificado para a emissão prioritária de segunda via do título eleitoral e a atualização cadastral de cidadãos afetados por desastres climáticos. O plano também estabelece o mapeamento de rotas alternativas, a implantação de unidades móveis e itinerantes de atendimento, a remoção preventiva do acervo em áreas vulneráveis, além da cooperação contínua com a Defesa Civil, forças de segurança e órgãos de apoio.

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Jornalista responsável: Evandro Corrêa- DRT 1976