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Morte

O Wesley Evangelista Lopes. O Tráfico de Drogas. Os 400 Quilos de Cocaína. O Avião. A Queda na Mata. Os Destroços e os Dois Mortos

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O Antagônico recebeu imagens dos destroços de um avião que teria caído na Venezuela, na fronteira com o Brasil, na manhã desta segunda-feira, 20. No acidente, teriam morrido o piloto e traficante Wesley Evangelista Lopes e um passageiro peruano. As imagens mostram um dos corpos pendurado em uma árvore. Nem a Anac nem o Seripa confirmaram o acidente ou a identidade das vítimas. A morte de Wesley foi divulgada em grupos do Instagram. Veja as imagens dos destroços no final da matéria.

Wesley Evangelista Lopes era ex-procurado pela Interpol e líder de um grupo criminoso no Amazonas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ele era responsável por fornecer consultoria aeronáutica e pelo transporte aéreo de entorpecentes. Em 2018, já tinha um mandado de prisão por tráfico internacional de drogas e foi incluído na lista da Interpol. Na ocasião, o traficante era proprietário da empresa Meu Cockpit Eireli ME (Escola de Aviação) e responsável por um hangar no aeroporto de Americana, no interior de São Paulo. Ele contratava pilotos para o transporte internacional de drogas e consultores para a observação de locais de pouso.

Conforme apuração, o criminoso já havia transportado entorpecentes para a Bolívia e sido preso no Brasil em outro avião com mais de 400 quilos de cocaína. Além disso, Wesley esteve envolvido em um acidente aéreo no Acre, quando uma aeronave com capacidade para duas pessoas caiu em um rio levando três ocupantes.

Cocaína

Em 16 de dezembro de 2025, Wesley Evangelista Lopes e um passageiro foram presos a bordo de um avião monomotor suspeitos de transportar cerca de 400 quilos de cocaína. Ambos, no entanto, foram absolvidos após a Justiça considerar ilegal a prova obtida na abordagem policial.

Segundo a Polícia Militar, o avião saiu do Mato Grosso do Sul, foi interceptado pelo helicóptero Águia e pousou em um aeroporto clandestino em Penápolis, no interior paulista.

O piloto teria percebido a aproximação da aeronave policial assim que aterrissou. Ele tentou manobrar e fugir, mas foi contido pelos militares a bordo do Águia. Durante a abordagem, questionado, confirmou que transportava drogas. A aeronave, proveniente de Aquidauana (MS), foi apreendida.

A PM informou que o piloto não possuía antecedentes criminais e que o passageiro tinha passagens por tráfico de drogas, além de antecedentes por pensão alimentícia. Ainda de acordo com a polícia, um carro aguardava nas imediações para fazer o transbordo da cocaína, mas o motorista abandonou o veículo e fugiu. Segundo o juiz Luciano Silva, da 2ª Vara Federal de Araçatuba, a prova obtida na abordagem policial foi ilegal.

“A existência da droga no avião não valida o procedimento de busca forçada; é imprescindível que existisse uma suspeita fundada prévia, justificada, para a própria abordagem”, escreveu o magistrado.

“A acusação desmereceu a necessidade de comprovar as fundadas suspeitas da busca veicular. Ao confiar na condenação em razão do flagrante, promoveu apenas provas de relevância mínima, trazendo para depoimento testemunhas que apenas presenciaram a apreensão da droga, mas que nada sabiam sobre a origem e o percurso criminoso, ou ainda sobre as diligências prévias realizadas”, afirmou.

A decisão também menciona um ofício da Polícia Federal (PF) elaborado após o flagrante, que não foi aceito como prova válida das investigações anteriores. De acordo com o juiz, o relatório apresentava “tom memorialístico e sem qualquer precisão de datas e horários das diligências”.

Assista aos vídeos abaixo:

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Jornalista responsável: Evandro Corrêa- DRT 1976