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Estelionato

A Claudia Milhas. A Ex-Estagiária do MP do Pará. As Viagens Vantajosas. O Golpe. As Vítimas e os Prejuízos

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Mais de 100 pessoas foram vítimas de um golpe aplicado por uma influenciadora digital e empresária conhecida como Cláudia Milhas, ex-estagiária do Ministério Público do Pará. A empresária, que prometia viagens paradisíacas a preços acessíveis, gerou prejuízos enormes aos clientes, nacionais e internacionais. Entre as pessoas prejudicadas, está a advogada Thaís Amorim, que perdeu quase R$ 40 mil em passagens e precisou desembolsar mais R$ 50 mil para reorganizar uma viagem em família de última hora.

A advogada já havia utilizado os serviços de Cláudia anteriormente e, confiando na credibilidade da empresa, adquiriu dois novos pacotes: um para o carnaval no Rio de Janeiro (RJ) e outro para uma viagem à Espanha em maio de 2025. Ocorre que a influenciadora não entregou as passagens conforme prometido, deixando Thaís e sua família sem alternativa a não ser comprar novas passagens e estadias de última hora.

Fraude internacional -Ao menos 13 boletins de ocorrência foram registrados contra Cláudia, e um grupo no WhatsApp foi criado para reunir as vítimas do golpe, totalizando 111 pessoas. Destes, pelo menos 50 são clientes de Portugal, atraídos pelas redes sociais. Cláudia, cujo nome verdadeiro é Cláudia Assunção da Costa, construiu sua reputação nas redes sociais, ostentando um selo do Cadastur — sistema de cadastro de serviços turísticos do Ministério do Turismo, o que ajudou a conferir legitimidade ao negócio, segundo a advogada. Para convencer novos clientes, a influenciadora postava vídeos de destinos internacionais.

Modus operandi – A influenciadora, que possui 162 mil seguidores nas redes sociais, oferecia pacotes de viagens com preços atraentes sob a justificativa de que trabalhava com milhas aéreas. No entanto, os clientes pagavam e passavam a não mais receber as passagens. Em alguns casos, Cláudia alegava que os bilhetes seriam enviados apenas próximo à data da viagem, deixando os consumidores sem qualquer garantia. Segundo a advogada, muitos chegaram ao aeroporto seguindo a orientação de Cláudia, mas acabavam não viajando, pois ela alegava se tratar de um caso de “overbooking”.

No boletim de ocorrência, Thaís relatou à polícia que adquiriu passagens e hospedagens para sete pessoas por meio do Instagram e WhatsApp, totalizando R$ 40 mil. Além disso, investiu, R$ 15 mil em um suposto “empréstimo” oferecido pela empresária, que prometia um retorno de R$ 7,5 mil, mas nunca foi pago. Nas redes sociais ela chegou a publicar um vídeo se defendo das acusações. Veja abaixo um relato de uma das vítimas e no final do texto o vídeo com a defesa de Cláudia :  

Claudia Assunção da Costa, ex estagiária do Ministério Público de Ananindeua, está sendo processada por diversas pessoas, por estelionato. Claudia possui diversas empresas, como, a CMV (Cláudia Milhas e Viagens), a Classiclá (venda de doces), Claudu Construções e CS e Resorts Ltda…além de tudo isso, Cláudia “trabalha” com investimentos e foi nestes que eu e alguns conhecidos fomos lesados, que caímos no golpe.

A acusada fez uma proposta de investimento e nos ofereceu, o qual adquirimos, eu e mais alguns colegas. Fizemos na modalidade “prata” , um valor de R$ 15.000,00, (cada), uns fizeram mais que um investimento, que seria devolvido em 5x de r$ 3.000,00 + 1.500,00 (lucro), mas esses valores nunca foram devolvidos, nenhum centavo. Após inúmeras tentativas de reaver nossos valores, e muitas desculpas dadas por Cláudia, percebemos que caímos em um golpe, e descobrimos que outras pessoas também foram enganadas por essa mulher, que aplicou o golpe em várias pessoas do estado, como servidores do Ministério Público, assessores e até promotor, além de pessoas fora do estado e do país. A “mocinha” é democrática na aplicação dos golpes, não exclui ninguém.

Claudia está sendo processada por várias pessoas, pois além de dar o golpe nos investimentos, ela vendia/vende passagens aéreas/pacotes de viagens, mas não entrega o produto, muitas pessoas não conseguiram realizar suas viagens pois a acusada não entregou os bilhetes aéreos e não devolveu nenhum valor aos compradores, prejudicando muitas pessoas. Vários boletins de ocorrência foram feitos contra essa moça, que se defende apenas alegando bloqueio de suas contas, tudo encenação para continuar enganando os outros. Abriu até um processo para tentar manter sua “reputação” intacta, mas pelo número de vítimas, mais de 100, fica um pouco difícil acreditar na “inocência” dessa mulher.

Apesar de todas as evidencias e provas contra essa “moça”, ela continua mentindo e enganando as pessoas, isso quando ela dá alguma resposta, porque a maioria dos lesados que tenta falar com ela não obtém nenhum tipo de retorno e quando tem é com desrespeito, grosseria e nenhuma previsão de ressarcimento. Além de tudo, ameaça representar contra as pessoas por difamação e injuria, faz deboche da situação e parece não ter nenhum medo já justiça, como se tivesse certeza da sua impunidade.

Conheci essa moça quando ela ainda era estagiaria no Ministério Publico, em 2023, logos depois o contrato dela acabou, mas ela continuou frequentando o órgão, pois vendia bolos e pacotes de viagens, foi nessa última situação que ela “investiu”,, começou a fazer nome e conquistou vários clientes com seus preços acessíveis. Inúmeras pessoas fizeram viagens com ela e sempre recomendava, inclusive eu e outras colegas compramos pacotes de viagens com ela e foi ok. Ela começou a ganhar a confiança de todos ao seu redor e foi, em dezembro de 2024 que ela deu o grande golpe, vendeu muitas passagens de final de ano e carnaval, além de oferecer lucros para quem investisse na sua empresa de viagem, CMV, que foi um dos investimentos que eu fiz com ela, além de mais quatro amigos.

O Valor do investimento era de R$ 15.000,00 (plano prata), que seria nos seria restituído de 5x de 3.000,00 + 1.500,00 (lucro). Eu investi R$ 30.000,00, e os outros amigos R$ 15.000,00 (cada), mas para a nossa infeliz surpresa, NUNCA recebemos nenhum centavo do investimento que fizemos e provavelmente não receberemos, por livre o boa vontade da Claudia.

Após esse golpe descobrimos outras pessoas que fizeram esse investimento e ficaram na mesma situação que a nossa. Diante de tudo que descobrimos, a conclusão que tiramos é que essa bandida, arquitetou toda essa história de investimento para cobrir as passagens que ela vendeu e não tinha dinheiro para “honrar” essas vendas. Só que como esse tipo de gente não se contenta com pouco, ela se perdeu nas vendas e acabou por não conseguir entregar os produtos vendidos, mesmo dando os golpes dos investimentos, então a casa caiu para a golpista.

Mas ela não se intimida e continua plena e debochada como se nada tivesse acontecido. As condutas delituosas da jovem do crime são cada vez mais extensas, estelionato é só a ponta do iceberg, talvez isso seja para esconder algo ainda maior. Aguardando cenas dos próximos capítulos. Assista o vídeo abaixo:

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