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Violência Doméstica

A Fátima Bueno. A Liberdade Vigiada. A Celice Barbosa. Os Xingamentos. Os Palavrões. Os Ex-Funcionários e o Testemunho

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Em mais um capítulo da toada dos acontecimentos sobre o drama da família Bueno, O Antagônico publica hoje relatos de testemunhas que prestaram depoimento na polícia, atestando que Fátima Bueno, uma senhora de 74 anos, era constantemente ameaçada e cerceada por Celice Barbosa, a outrora faxineira que, do dia pra noite, virou milionária. É o caso da cozinheira Joelielma Fonseca da Cruz, que prestou depoimento na Delegacia da Mulher, no dia 12 de setembro de 2024, onde afirma que durante o tempo em que trabalhou na casa de Fátima, Celice sempre a tratou muito mal.

Ivanildo da Silva Tavares, outro empregado, disse que presenciou Celice xingar Fátima com palavras chulas: “vai te f…” e “filha da p….”. Na mesma linha seguiu o depoimento de Roberto Jairo Lustoza que testemunhou Celice  afronta e destratar Fátima Bueno: “Tu deixou esse cara entrar aqui de sapato? Sua p…! Sua gal…! Sua saf….”.

Em outro depoimento, Regina, ex funcionária da residência de Fátima afirma que ouviu, por diversas vezes, Celice chamando a sectuagenária de “velha”, “doida”, “filha da p…”. Ele disse que certa vez testemunhou Celice ameaçar jogar óleo quente em Fátima. Já o ex funcionário Antonio Carmona disse à polícia que testemunhou um triste episódio quando Celice, irritada com a demora da chegada de um veículo, mandou Fátima “enfiar o carro no c…”.

Utilizando-se de ardis, seja com prints falsos de conversas em aplicativo WhatsApp, ou com documentos fabricados, a quadrilha mantém Fátima Bueno em seu total controle e a mercê da “proteção” de seus confidentes. Isso fica evidente a partir do momento em que a justiça, a pedido de Fátima, induzida pelo grupo criminoso, consegue obter na justiça medida protetiva contra os seus três filhos. Não por acaso, Celice foi a pessoa que entregou a decisão judicial na portaria do condomínio em que Fátima reside, garantindo assim que nenhum familiar se aproximasse da idosa, mantendo domínio total sobre a vítima.  

A situação de total vulnerabilidade de Fátima Bueno fica patente no relatório da lavra da delegada Ana Paula Zuniga Chaves, que presenciou a influência de Celice sob Fátima, dentro da DEAM.

“A vítima foi claramente manipulada pela sra Celice, em minha sala, quando esta inventou que a filha da vítima, de nome Patrícia, e toda a família desta, estavam na Delegacia da Mulher no momento do depoimento da vítima. Tal informação deixou a vítima totalmente abalada. Posteriormente esta autoridade policial tomou conhecimento de que nenhuma filha da vítima teria comparecido nessa delegacia durante o depoimento”. Concluiu a delegada.


De acordo com informações obtidas por O Antagônico, Fátima Bueno tem ficado por longos períodos fora de sua residência, acreditando em perseguições e ameaças fantasiosas, frutos da criatividade maléfica de Celice e seu grupo. Desde outubro do ano passado a mesma não é vista no prédio Leonardo da Vinci.

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Jornalista responsável: Evandro Corrêa- DRT 1976